
O brincar promove no desenvolvimento infantil o ampliar com todo seu potencial e integralidade possível. Camargo fala que 'a brincadeira é um espaço de interação e de confronto. É através dela que a criança e o grupo constróem a sua compreensão sobre o mundo e as ações humanas'. A atividade lúdica está presente desde os primeiros dias de vida em seu vínculo, favorecendo a formação de estruturas físicas, psíquicas, emocionais, cognitivas e sociais que permitem o avanço do desenvolvimento infantil de maneira harmoniosa e sólida. Sendo assim Camargo afirma que 'não é atividade espontânea, antes se constrói através das experiências de contato social, primeiro na família, depois nos grupos informais e depois na escola, ou simultaneamente'. Nisto, pais e docentes devem favorecer espaços estimulantes dos sentidos e as aprendizagens significativas da infância, criando espaços e momentos para o brincar. Bettelheim ressalta, que, ' o que está acontecendo com a mente da criança determina suas atividades lúdicas; brincar é sua linguagem secreta, que devemos respeitar mesmo se não a entendemos'. Assim, a crinça entra em um espaço imaginário que lhe possibilita por algum tempo desprender-se do que a preocupa ou a ocupa, para ter a maravilhosa experiência do criar e recriar a realidade a partir de sua fantasia e sua liberdade. Como diz Gardner, 'brincar é um componente crucial do desenvolvimento, pois, através do brincar a criança é capaz de tornar manejáveis e compreensíveis os aspectos esmagadores e desorientadores do mundo. Na verdade, é um parceiro insubstituível do desenvolvimento, seu principal motor. Em seu brincar, a criança pode experimentar comportamentos, ações e percepções sem medo de represálias ou fracassos, tornando-se assim mais bem preparada para quando o seu comportamento-contar'. Pela brincadeira, expressa o que teria dificuldade de colocar em palavras.
Criança desconhecida e suja brincando à minha porta,
Não te pergunto se trazes um recado dos símbolos.
Acho-te graça por nunca ter te visto antes,
E naturalmente se pudesses estar limpa eras outra criança.
Nem aqui vinhas.
Brinca na poeira, brinca!
Aprecio a tua presença só com os olhos.
Vale a pena ver uma cousa sempre pela primeira vez que conhecê-la,
Porque conhecer é como nunca ter visto pela primeira vez,
E nunca ter visto pela primeira vez é só ter ouvido contar.
O modo como esta criança está suja é diferente do modo como as outras estão sujas.
Brinca! Pegando numa pedra que te cabe na mão,
Sabes que te cabe na mão.
Qual a filosofia que chega a uma certeza maior?
Nenhuma, e nenhuma pode vir brincar nunca à minha porta.
Pessoa, Fernando
Criança desconhecida e suja brincando à minha porta,
Não te pergunto se trazes um recado dos símbolos.
Acho-te graça por nunca ter te visto antes,
E naturalmente se pudesses estar limpa eras outra criança.
Nem aqui vinhas.
Brinca na poeira, brinca!
Aprecio a tua presença só com os olhos.
Vale a pena ver uma cousa sempre pela primeira vez que conhecê-la,
Porque conhecer é como nunca ter visto pela primeira vez,
E nunca ter visto pela primeira vez é só ter ouvido contar.
O modo como esta criança está suja é diferente do modo como as outras estão sujas.
Brinca! Pegando numa pedra que te cabe na mão,
Sabes que te cabe na mão.
Qual a filosofia que chega a uma certeza maior?
Nenhuma, e nenhuma pode vir brincar nunca à minha porta.
Pessoa, Fernando
. canteiro pessoal





